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Estreia Teatro Nacional D. Maria II a 16 de Junho de 2005
IMPRENSA Senhor ministro, antes de ser Ministro da Cultura creio que o senhor foi chefe da Polícia Secreta.
MINISTRO Correcto.
IMPRENSA Vê alguma contradição entre estes dois papéis?
MINISTRO Absolutamente nenhuma.
Harold Pinter, Conferência de Imprensa
| A partir de um sketch de Harold Pinter (Conferência de Imprensa) estreado em Londres em 8 de Fevereiro de 2002 e nesse mesmo dia lido por Jorge Silva Melo e Joana Bárcia n´A Capital, convidámos muitos escritores que connosco trabalharam, para escreverem, em homenagem a Pinter, pequenos sketches de revista politica. E chegaram textos e ele há uns da Sicília, outros das ilhas ao Norte da Escócia, outros ainda do Brasil ou de Ekaterinemburgo, um ali de Sevilha, de Lisboa também, neste tempo de guerra onde também quremos ouvir as palavras antigas de Boris Vian Meu caro presidente / escrevo-lhe uma carta... |
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É esta Conferência de Imprensa e Outras Aldrabices que agora podemos apresentar: um espectáculo grosseiro, mal educado, bruto, disparatado contra os disparates do mundo.
Viva a vida.
Jon Fosse, As asas de uma borboleta vermelha
Uma grande peça onde saltamos de humor em humor, que nos ensina o que é de verdade o Teatro com verdades políticas indiscutíveis. Os Artistas Unidos voltam a estar geniais e trazem até nós quadros da política do mundo inteiro que estão presente na vida de cada um de nós. e acaba com uma música de Boris Vian parecendo assim que Jorge Silva Melo nos quis dizer que o humor hilariante de grande parte da peça não nos pode fazer esquecer o que realmente está aqui em causa. deixo-vos a letra da música e o conselho: não percam!
para saber mais www.artistasunidos.pt
Le déserteur - Boris Vian
Monsieur le président
Je vous fais une lettre
Que vous lirez peut-être
Si vous avez le temps
Je viens de recevoir
Mes papiers militaires
Pour partir à la guerre
Avant mercredi soir
Monsieur le président
Je ne veux pas la faire
Je ne suis pas sur terre
Pour tuer des pauvres gens
C'est pas pour vous fâcher
Il faut que je vous dise
Ma décision est prise
Je m'en vais déserter
Depuis que je suis né
J'ai vu mourir mon père
J'ai vu partir mes frères
Et pleurer mes enfants
Ma mère a tant souffert
Elle est dedans sa tombe
Et se moque des bombes
Et se moque des vers
Quand j'étais prisonnier
On m'a volé ma femme
On m'a volé mon âme
Et tout mon cher passé
Demain de bon matin
Je fermerai ma porte
Au nez des années mortes
J'irai sur les chemins
Je mendierai ma vie
Sur les routes de France
De Bretagne en Provence
Et je dirai aux gens:
« Refusez d'obéir
Refusez de la faire
N'allez pas à la guerre
Refusez de partir »
S'il faut donner son sang
Allez donner le vôtre
Vous êtes bon apôtre
Monsieur le président
Si vous me poursuivez
Prévenez vos gendarmes
Que je n'aurai pas d'armes
Et qu'ils pourront tirer
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