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Monday, May 09, 2005
UM HOMEM É UM HOMEM



A peça é um dos textos fundamentais da dramaturgia do século XX. É com esta comédia que Brecht, em 1926, começa a formular a sua ideia de um novo teatro épico. Trata-se de uma parábola política que tem como subtítulo: A transformação do estivador Galy Gay no acampamento militar de Kilkoa no ano de 1925.

A acção situa-se numa índia colonial de fantasia. Três soldados do exército britânico, aterrorizados pelo seu sargento (o José Wallenstein faz um papel fabuloso, o terrível Tufão Humano!), vêem-se obrigados a substituir um dos homens da sua secção de metralhadora que, na sequência de um assalto a um pagode, ficou com uma pelada na cabeça e que, portanto, não pode apresentar-se à chamada no quartel... E assim tudo começa!

Não quero adiantar muito mais porque quero que se sintam curiosos para ir ver...
 

A peça analisa a perda de identidade de Galy Gay integrando-se no colectivo do exército. Para além das referências ao militarismo e à guerra, é a relação de cada homem e dos homens todos com o devir da história e as transformações do mundo que acaba por estar em jogo. Tudo em tom de farsa trágica que uma cantineira vai semeando de ironia e pontuada por poemas e canções.

A peça foi várias vezes reformulada por Brecht ao longo da vida, pelo que existem várias versões. È a última versão e a mais extensa, de 1953, estabelecida pelo autor para as suas obras completas que a Cornucópia representará. Brecht escreveu ainda em anexo um entremez: A Cria de Elefante, que integrará também o espectáculo, que só por si vale o preço do bilhete!

De 7 de Abril a 22 de Maio
Teatro do Bairro Alto de 3ª a Sábado ás 21.00h e Domingos às 16h
Preço dos bilhetes 13€ . Descontos de 50% para jovens até 25 anos e para maiores de 65 anos.

Um dia, alguém nos fez um elogio que muitos de nós não deram conta! "Vocês são muito brechtianos!". Por favor, vão ver o tamanho do orgulho que eu e a Rosa sentimos e vão aprender com os melhores e vão crescer e simplesmente vão... E não se deixem assustar pelas 4 horas de peça! No fim, vão pedir bis e vão querer ver tudo de novo... E outra vez... E outra vez!

Saudações teatrais

Posted at 10:12 am by stella

 

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